terça-feira, 5 de outubro de 2010

Francisco, cognome Tiririca

Tiririca o Francisco Everardo Oliveira Silva nascido há 45 anos em Itapipoca no Ceará, candidatou-se a deputado federal  pelo estado de São Paulo nas eleições de 2010 e obteve o maior número de votos contabilizados; um milhão, trezentos e cinqüenta mil.


Num clip gravado, dos 25 segundos ele se expressa durante 18 dizendo :

Eu sou o Tiririca da televisão.
Sou candidato a deputado federal.
O que é que faz um deputado federal?
Na realidade, eu não sei... 
Mas vote em mim que eu te conto...
Vote no tiririca, pior do que tá, não fica..
Valeu?

Dia seguinte ao resultado das urnas, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo encaminhou através do Ministério Público Eleitoral de São Paulo, denúncia contra o candidato alegando ser este analfabeto, o qual terá dez dias para se defender. Segundo o juiz, a lei não exige que os candidatos possuam mediano ou elevado grau de instrução, mas apenas que tenham noções rudimentares da linguagem pátria.

Li em algum canto que segundo pesquisas aqui no Brasil, em 2005 o índice de analfabetismo funcional atingia cerca de 68% da população. Somado aos 7% de totalmente analfabetos, tínhamos o resultado de que, 75% da nossa população não possuia o domínio pleno da leitura, da escrita e das operações matemáticas, ou seja, apenas 1 em cada 4 brasileiros são plenamente alfabetizados.

Dados recentes indicam que no último ano de 2009, o analfabetismo atingia 14,1 milhões de brasileiros (9,7% da população) e esse valor é  1,8 % menor que no ano de 2005.

 Não tenho conhecimento exato sobre a formação do candidato, tão pouco faço qualquer apologia ao eleito, entretanto, entendo que Francisco, o candidato, representa de fato uma bela fatia da população brasileira.


Via agora um filme...  
na ultima cena, um estado de espírito, 
um sentimento, um vazio desesperador 
que se apresenta quando não há alcance, 
discernimento ou distinção entre a 
loucura e o padrão da normalidade...



segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Janis Joplin



Por Rose Saconi/Arquivo, estadao.com.br, Atualizado: 4/10/2010 9:57

Divulgação
 40 anos sem Janis Joplin

Hoje faz exatamente 40 anos que a música perdeu Janis Joplin, uma das melhores cantoras de blues branca da história do rock. No dia 4 de outubro de 1970 ela foi encontrada morta sozinha num quarto de hotel de Hollywood pelo companheiro da recém formada banda Full-Tilt Boogie, o músico John Cooke.
A cantora, de 27 anos de idade, estava deitada de bruços, entre o criado-mudo e a cama. Tinha o braço esquerdo marcado por uma série de picadas de agulha, por onde tinha injetado uma quantidade fatal de heroína, e o nariz quebrado, por uma provável queda. Ao seu lado, uma garrafa de uísque.  


Janis Lyn Joplin nasceu em Port Arthur, Texas, no dia 19 de janeiro de 1943. Teve uma infância dura, embora fosse filha de um proprietário de uma refinaria de petróleo. Tratada com repulsa na universidade, era chamada pelos seus colegas de 'o homem mais feio do campus'. Largou a escola, tentou ser pintora e se meteu com os negros. Seu melhor amigo, um negro chamado Tio Tom, foi morto a pancadas pelos brancos em Port Arthur.
Seu caminho foi traçado pelo blues. Conheceu e apaixonou-se por um músico, Bruce, que logo depois morreu no Vietnã. Foi um amigo de Bruce, Sam Andrew, que a levou para San Francisco. Janis era diferente dos hippies. Bebia muito, tomava drogas pesadas e não queria saber daquela onda de paz e amor.
Ela chegou a ofuscar as bandas que a convidavam para tocar. Janis enlouquecia quando cantava e chegou a ficar nua durante uma apresentação. Em 1967 foi a grande atração do Monterrey Pop. Apareceu nas capas da Time e Newsweek. Foi para Woodstock, mas sua participação no festival não apareceu no documentário e no disco pela má qualidade do show.
Em fevereiro de 1970 veio para o carnaval no Brasil. Foi maltratada no Teatro do Municipal, onde era esperada como uma estrala de Hollywood e apareceu como uma hippie. Ainda por aqui, namorou o fotógrafo Ricky Marques Ferreira.
Ao todo a cantora gravou sete álbuns. Infelizmente, não se livrou da ideia fixa que a perseguia. 'Ninguém gosta mesmo de mim, sou feia demais para isso, só querem me explorar', declarou ela uma vez justificando seu modo agressivo de se apresentar. Com um estilo vocal próximo ao grito, Janis agitava o busto, os pés, os cabelos e as joias obedecendo ao ritmo da música.
Quando morreu era uma das cantoras de rock mais bem pagas do mundo. Fora do palco, porém, tinha uma vida solitária e vazia. 'O pior é a solidão', disse uma vez numa entrevista publicada pelo Estado. 'Com a fama perdemos todos os velhos amigos. As viagens nos distanciam e é difícil fazer novos amigos. Vivo para o momento das apresentações, cheia de emoção e excitação, como esperando por alguém a vida toda'.
Saiba mais
*Considerada como a voz feminina por excelência do rock, Janis teve uma vida agitada e confusa até morrer, aos 27 anos de idade.
*Entre 1970 e 1971 o rock perdeu três de suas figuras mais marcantes e influentes: Jimi Hendrix (18 de setembro de 1970), Janis Joplin (4 de outubro de 1970) e Jim Morrison (3 de julho de 1971).
*Quando tinha 16 anos, Janis já viajava pelos Estados Unidos de carona, fumava cigarros de palha e gostava de tomar gim. Frequentava guetos de negros, aprendia músicas sacras e lutava pela integração racial. 

sábado, 2 de outubro de 2010

Ferflickr


Tom... Tutu


Tom ...


Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com os olhos que contem o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual à mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

(Vinicius de Moraes)


Tutu...


(Foto_ Fernanda van der Broocke)

domingo, 26 de setembro de 2010

Fernanda minha filha, cresceu brincando com câmeras fotográficas e claro, se apaixonou...


... E depois de muito pestanejar, traçou um caminho que pretende seguir profissionalmente: Adivinha?? Rsrs...  Está na facu estudando a tal da fotografia e o objetivo seguinte, é   especialização em cinema para fazer direção de fotografia. Eu, é claro, feliz por ela – orgulhosa dela , além de torcedora contumaz.
Suponho que além do fator genético vindo dos dois lados, a arte faz parte da vida dela e o dom lhe é intrínseco. Outro ponto positivo é que ao se interessar por alguma coisa, aciona o botão  autodidata e vai fundo. Dessa maneira desde os 17 anos,  fala , lê  e escreve fluentemente o inglês.
Quando pequena teve seu primeiro livro feito de tecido adorava aquilo e acabou virando uma devoradora de letras. Vem-me a lembrança, certa vez que estávamos em uma livraria e  geralmente procurávamos juntas os livros, mas as vezes eu ia para outro setor ver coisas de meu interesse enquanto ela escolhia os dela . Numa dessas vezes, a chamei  para irmos embora e no caixa perguntei :   O que você  escolheu filha?  - Ela me deu um livro do Ziraldo, paguei e disse tá... Boa leitura! E ela respondeu: - Já li mãe...
 Para o seu aniversário de quatro anos, não quis brinquedo e sim um violino, acredito que chegava nesse período,  sua paixão pela música. Pulou para a flauta, depois bateria e violão. Tem um conhecimento absurdo sobre música especialmente blues. AH! Sabe ler partituras! Êta guria porreta!

 Com passar do tempo veio o envolvimento com cinema. Conhece e pesquisa muito a respeito, Fer e seu companheiro Pierre,  baixam filme adoidado da internet  e se não me falha a informação, vêm dois ou três quase todas as noite... Mesclado a isso, sempre esteve as voltas com a fotografia e posso dizer como profissional  e não como mãe babona, que seu olhar é ímpar.
Bem quando comecei a fotografar lá pelos idos de 1978/79,  óbvio que havia no mercado envelopes de reveladores - fixador para filmes e ampliação de papéis, mas uma loja aqui em Curitiba chamada Bond Carneiro era um paraíso e lá os mais apaixonados por todo o encantamento do processo, tinha  a possibilidade de comprar sais e fazer sua própria química para utilizar em laboratório... Comprava-se tantas gramas disso e daquilo... Tudo  era mágico! Durante 20 anos trabalhei com analógica e o mundo para mim era em preto e branco. Depois disso, lá por 2000 tive que me adaptar no tranco com a mudança para as câmeras digitais. Igualmente um encanto pela rapidez e agilidade de envio, ao mesmo tempo o saudosismo da mágica pegava forte. Sem ranços, o processo analógico obrigava o fotografo a conhecer luz e suas temperaturas, qual velocidade se adequava a qual situação e a abertura do obturador. Aprendi fotografar com uma Leica absolutamente mecânica que, a parte, tinha um telêmetro, de resto era empenho, já que o conhecimento era fundamental  para quem queria manipular uma máquina e ser um bom profissional.   
Enfim , é de Fernanda a câmera analógica que tanto me ensinou e sei que ela compreenderá a fotografia em sua essência. Sou partidária de que a vida é muito curta para se saber tudo sobre todas as coisas. Costumo dizer que vivemos numa grande sala de aula e tenho a mais absoluta certeza de que até morrer, não aprenderemos nem a metade da metade ... Assim existe  a grande oportunidade de aprender sempre mais!  Hoje, Fer e eu fazemos trocas também na profissão. Conto a ela coisas que aprendi e ela por sua vez me recicla e ensina o que aprende.


Nussa como sou enrolada  ia escrever um tema e entrei em devaneios . Resumindo; a minha filha ganhou uma câmera digital muito da legalzinha para começar, é uma T1I da Canon  e postei aqui , as primeiras fotos - teste que ela fez com o que lhe trará muitas realizações!







Boa sorte e muita luz no teu caminho!



*Um detalhe: Ao reproduzir a foto inicial, ela ficou toda pontilhada quando bem ampliada... Tenho a impressão que a razão disse é por causa da cópia que foi feita em papel - W, aquele casca de ovo... talvez o relevo da textura, sei lá, pode ser fungo... a pesquisar!

sábado, 25 de setembro de 2010

fotografia digital, processo artesanal

1 - original


2 - 

                                                          
 3  -

                        
  4 -


O Photoshop é um programa extenso. Considero que tenho conhecimento de média porcentagem sobre as ferramentas que nele contem. Em outros países, os cursos têm duração de dois a dois anos e meio.
No Brasil, como somos “xspertuss”  a durabilidade de um curso de Photoshop é variada, de 8 horas a 6 meses, esticando bastante. Dessa forma, nunca fiz nenhum, aprendo e vou dominando através da prática diária,  por prazer e pelo meu ofício. Comecei a utilizá-lo entre 1999 / 2000, período em que jornais trocavam equipamentos analógicos pelos digitais aqui nas terras dos pinhais.
Não transformo pessoas como muitas vezes me pedem, entretanto, no caso dessa foto acima que faz parte de uma solicitação para expor no Teatro Municipal do Rio de Janeiro sobre teatros tombados..  invoquei com ela e  claro,  meu feitio impôs outro desafio / brincadeira; retirar o poste/placa  de transito, o pedestre (papagaio de pirata) e as marcas de lavagem nas paredes pichadas. O mais difícil talvez tenha sido refazer o desenho do petit-pavè da calçada ou o janelão quadriculado atrás do poste, não sei... Durante quatro dias, trabalhei por alguns períodos nessa imagem, sou perfeccionista e acho que ainda falta... De qualquer forma, chega. Já tá bom prá mim,  acho que consegui ... Parabéns ! Ainda chego lá!




Ninguém pode voltar e criar um novo início,

mas todo mundo pode começar hoje e criar 

um novo final.