quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Politicamente correto?

                            
                                                                                                                Oleg Dou

O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA

Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto.  Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa/ debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada". 
Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha.  Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?

É Villa Lobos, cacete!

Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.
Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.

Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil. Ninguém  mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.

Dia desses alguém não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual,  Pai Google da Aruanda, foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato,  era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.

Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.

Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical. O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.

Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.

O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do cu, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.

Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".

Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não. Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010


Oração do Palhaço


Senhor,
Fazei de mim um instrumento musical,
Capaz de fazer barulho e de fazer silêncio,
E de quebrar o ritmo do tédio
Que o pão nosso de cada dia por vezes nos traz...
Perdoai as minhas ofensas, são ossos do oficio!
Daí-me o Conflito!
E que minha analista não os desfaça.
Ah, Alegria cheia de graça.
Bendita é entre os sentimentos!
Bendito és tu Palhaço!
Que venham a mim as criancinhas predispostas a sorrir
E que durmam aquelas que têm medo.
Que minha fé cênica cresça a cada dia,
Na saúde ou na doença, na alegria ou na tristeza,
Faça chuva ou faça sol!
Que venham á nós os patrocinadores desapegados á matéria;
E nos deixe cair na tentação de xingar o chefe de vez em quando!
E livrai-nos do mal do desemprego!
Ame.


Texto: Inventário - Doutores da Alegria - RJ

EGBERTO GISMONTI - PALHAÇO

Blindagem e OSP


Sangiorgi e Paulo Teixeira

Tralálá...

"Pato" Romero

Ensaio geral

Paulo Juk

Blindagem e OSP 
 Quinta-feira dia 25, às 21:00 horas, no Guairão

O "Rock em Concerto III" é resultado de inúmeros pedidos de fãs e do público em geral para que um novo encontro acontecesse, agora com o novo vocalista da Blindagem, Rodriggo Vivasz. "Quem viu a primeira e a segunda edições do concerto terá algumas surpresas, pois o espetáculo ganhou novidades, especialmente quanto ao repertório e a convidados especiais.


Cuidadosamente selecionado, grande parte do repertório foi mantido e reúne um pouco de cada um dos discos da Blindagem, incluindo alguns clássicos como "Oração de um Suicida", "Cheiro do Mato" e "Além do Silêncio". Para adaptar o repertório roqueiro à realidade de uma orquestra com 70 integrantes, cinco arranjadores trabalharam nas canções: Alexandre Brasolin, Davi Sartori, Marco Aurélio Koentopp, Marcos Antonio de Lazzari Junior e Ricardo Petracca. 


A Blindagem é a primeira banda no Brasil a realizar um projeto deste porte, a exemplo do que já fizeram Beatles, Queen, Kiss e Metallica. A Banda foi fundada no final dos anos 70 e tornou-se a banda mais conhecida do Paraná ao longo dos anos. É formada pelo vocalista Rodriggo Vivazs, por Paulo Teixeira (guitarra), Alberto Rodriguez (guitarra), Paulo Juk (baixo) e Rubén 'Pato' Romero (bateria). 
(Fonte AI/CCTG)

* Rapidamente fotografei o ensaio hoje pela manhã e do pouco que escutei, a voz do novo vocalista lembra muito a de Ivo... mesmo sabendo que todos que batem asas estão muito bem obrigada,  os olhos aguaram...  

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

no pé


...ai bota aqui
ai 
bota ali o teu pezinho...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Meu orgulho...!

http://www.flickr.com/photos/fvdbyz/

No Flickr, fotografias de Fernanda,  a pimpolha ...


Arrigo Barnabé

Hermeto Pascoal

Travessa Nestor de Castro - 
da janela do trabalho

Praça Santos Andrade

Plantação de Pombo



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Mar de carinho

(...)Artista não é aquele que escreve, 

não é aquele que pinta, atua, ou canta. 

É aquele que realmente encanta!  

Artista não é ter jeito; é ter alma, 

é ser diferente, único verdadeiramente! 

Artista não é ser conhecido; 

é viver a vida 

por um gosto,

por um sorriso, 

nem que seja só o seu (...)



Beber gotas de  carinho todas as manhãs, é o que há de melhor nessa vida.  Marli envia um oceano de coisas boas, toques sutis... diariamente traz luz, alegria ou...ou...
Não pergunta como vai ou se estou bem... Manda beijinhos... Eu tão pouco retorno, escrevo sequer agradecendo... 
Mesmo assim, ao despertar, preparo meu café e venho receber as mensagens que  me fazem tão bem e estabeleci como prosa habitual e telepática... Ao receber, absorvo e encanto-me.
Sobre  Marli, simplesmente sei que ela está bem... é bastante. Mas o dia em que nada envia daí sim, me preocupo e corro atrás telefonando para saber se tudo está ok...
Valem ouro esses florais!

Grazie, grazie mille ... Dove!!


* Marli foi a segunda mulher de meu pai, que já embarcou para o andar de cima, há quase 25 anos atrás.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Luluzinhas rosa choque

                              

Fernanda e eu trabalhávamos nesse último sábado em que a cidade estava 
em festa e claro, uma penca de amigos cruzou o caminho...  Como é bom 
rever conhecidos e amigos, tanta gente que de alguma forma, fez ou 
ainda faz parte da nossa história. Todos os reencontros merecem 
registros por seus significados, entretanto, a labuta só permite dar um 
beijo com abraço apertado e rapidinho,  bater em retirada... 
Mas com essas gurias, e a nosso pedido a van der Broocke (inha) 
botou no paredão...!

No retrato para posteridade; mim mesma, Tina, Maria Tereza e Zuleika... 
Grandes figuras desse meu velho / jovem coração!

*Não conhecia a menina de óculos da foto ali de cima, me apresentaram
 e eu, "cemesqueci" o nome dela...Sorry...

Festival de Iacanga em Águas Claras - SP


Relembrando outras décadas, encontrei nas minhas caixas de papel  fotográfico essa que é de 1975 na Fazenda Santa Virgínia, onde aconteceu aquele festival...