... tudo o que precisamos
é de uma mão para segurar
e de um coração para nos entender.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
apesar de ...
"E uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de.
Apesar de, se deve comer.
Apesar de, se deve amar.
Apesar de, se deve morrer.
Inclusive, muitas vezes,
é o próprio "apesar de"
que nos empurra para a frente.
Foi o "apesar de" que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora da minha própria vida.
Clarice Lispector
Apesar de, se deve comer.
Apesar de, se deve amar.
Apesar de, se deve morrer.
Inclusive, muitas vezes,
é o próprio "apesar de"
que nos empurra para a frente.
Foi o "apesar de" que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora da minha própria vida.
Clarice Lispector
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poesia
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Ponto de vista
Eu não tenho vergonha
de dizer palavrões,
de sentir secreções
(vaginais ou anais).
As mentiras usuais
que nos fodem sutilmente
essas sim são imorais,
essas sim são indecentes.
Leila Miccolis
de dizer palavrões,
de sentir secreções
(vaginais ou anais).
As mentiras usuais
que nos fodem sutilmente
essas sim são imorais,
essas sim são indecentes.
Leila Miccolis
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poesia
Dalai Lama
Se você quer transformar o mundo, mexa primeiro em seu interior."
"Transformar nosso coração e mente é compreender como funcionam os pensamentos e as emoções."
"O apego é cheio de parcialidade. O amor e a compaixão são imparciais."
As transformações mentais demoram e não são fáceis. Demandam um esforço constante."
"Transformar nosso coração e mente é compreender como funcionam os pensamentos e as emoções."
"O apego é cheio de parcialidade. O amor e a compaixão são imparciais."
As transformações mentais demoram e não são fáceis. Demandam um esforço constante."
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Citações
domingo, 22 de junho de 2008
Fidór Dostoiévski
"O segredo da existência não consiste somente em viver, mas em saber para que se vive."
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escritor
sexta-feira, 20 de junho de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Mario Quintana -
O pior dos problemas da gente
é que ninguém tem nada com isso.
* ___ *
Se eu amo o meu semelhante? Sim.
Mas onde encontrar o meu semelhante?
* ___ *
é que ninguém tem nada com isso.
* ___ *
Se eu amo o meu semelhante? Sim.
Mas onde encontrar o meu semelhante?
* ___ *
Carlos Drumond de Andrade -
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
* ___ *
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
* ___ *
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Um ausente - Carlos Drumond de Andrade.
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais gravedo que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais gravedo que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
sexta-feira, 2 de maio de 2008
beira da curva...
Para amar essa escola em que estou e ser boa aprendiz, preciso caminhar até a beirada da curva do mundo.
Não me apetece o morno, o destemperado. Necessito mergulhar como os acrobatas em busca da intensidade de cada instante. Molhar e me encharcar inteira porque se for apenas para boiar, melhor nem olhar para o fundo do mar.
Isso tem custo, tem tropeço, tem dor, tem crescer , tem observar, desfrutar, assimilar ...
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